terça-feira, 9 de junho de 2009

O Jogo da Paz

Por João Guilherme

Que Flamengo e Corinthians arrastam multidões aos estádios de futebol pelo Brasil, tudo mundo sabe. Agora a novidade é que os dois clubes de maior torcida do país, também farão torcedores palestinos terem um pouco de diversão. Pois é, dirigentes das duas equipes brasileiras chegaram a um acordo, junto com o governo federal, e realizarão um dos jogos entre os times, válidos pelo Campeonato Brasileiro, na Palestina, provavelmente no Estádio Al-Husseini.

Localizado na cidade Hamallah, o estádio comporta apenas 6.000 pessoas, porém não vale ficarmos aqui questionando se a partida deveria ser disputada num local que coubesse mais gente ou com uma estrutura melhor, e sim enaltecer o que estão chamando de “Jogo da Paz”.

Explorar o futebol como ferramenta de inclusão social, de educação e como instrumento de instauração da paz é uma maneira já abordada por outras figuras importantes como Pelé e Ronaldo, esse último embaixador da ONU. Dessa vez, o Fenômeno será atração do evento ao lado de Adriano, do Flamengo, e os dois terão uma ótima chance de promover um pouco de alegria para o povo palestino. Principalmente para as crianças que além de terem uma expectativa de vida baixa, se acostumam ao cheiro de pólvora quando nem sequer saíram das fraldas e ao invés de estarem jogando uma pelada nas ruas com golzinho de chinelos, estão aprendendo a mexer em armas, isso quando já não são vítimas destas.

Sendo assim, torço para que mais Jogos da Paz sejam criados, com mais clubes e craques do futebol envolvidos nesta causa. Já imaginaram o que seria ver Messi, Kaká, Cristiano Ronaldo e cia jogando pelo menos uma vez ao ano por lá. Seria uma festa!!! E como alento teríamos a certeza de que, pelo menos durante noventa minutos, balas seriam trocadas por bolas e os estouros seriam apenas fogos de comemoração.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A guerra dos realitys shows

Por João Guilherme
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Ontem o Brasil conheceu a primeira eliminada de “A Fazenda”, o novo reality show da Rede Record. A atriz Franciely Freduzeski “pegou a estrada” e deixou para trás a chance de ganhar 1 milhão de reais. Porém, Franciely, que ficou conhecida por sua participação no Zorra Total, da Rede Globo, “onde dava uma subidinha” na repartição, não saiu de mãos abanando. Sua participação no programa rendeu R$ 30 mil reais, somente para pisar na área rural criada para o novo sucesso da televisão brasileira. Uma quantia um tanto quanto generosa para quem ficou apenas sete dias na vida do campo, respirando ar puro e cuidando dos animais.

Enquanto a atriz saía da Fazenda, uma hora mais tarde, na Globo, competidores se sujeitavam a condições deploráveis no “Jogo Duro”, uma espécie de No Limite, em versão pocket. Com o diferencial de promover um vencedor no mesmo dia em que é exibido, o programa apresentado por Paulo Vilhena oferece como prêmio, no máximo, o mesmo valor de R$ 30 mil reais, e olha que não é para viver uma vida no campo.

No entanto, não venho aqui questionar se o prêmio de um é justo ou se o cachê de Franciley Freduzeski é alto ou baixo demais. Assim, o que vale a pena destacar é o novo boom que “A Fazenda” pode provocar. É notório que o Big Brother Brasil foi uma espécie de mãe dos realitys shows brasileiros, tanto que já chegou a ter nove filhinhos, ou melhor, edições e cada vez mais gera receita para quem investiu neste projeto, muito mais pelos anunciantes que pela audiência, que também é louvável.

Ciente disso, a Rede Record instaurou “A Fazenda” no momento certo, justamente no hiato que existe entre os BBB’s, colocando Britto Júnior como apresentador do programa, logo, usando fórmula similar a que a Globo adotou com Pedro Bial, sem querer comparar o histórico e a qualidade técnica dos dois para tal. Com isso, restou a emissora do “Plim Plim” adotar, literalmente, um jogo duro, para impedir que seus fãs assíduos por realitys shows debandassem e apertassem no canal 13 para conferir a série da concorrente.

Conclui-se assim que as emissoras, aos poucos, precisarão investir cada vez mais em programas nestes moldes para captar expectadores e capital. A Rede Record já atrai muitos telespectadores com “O Aprendiz”, de Roberto Justos, que já fez mudanças em seu formato de competição para se adaptar ao mercado e gerar mais interesse. Diante desse frenesi de realitys show despertado, a TV Globo já promete até ressuscitar o esquecido “No Limite” para mandar para o paredão ou para roça, se preferirem, a concorrência. Ah, vale lembrar que o SBT, onde já foi realizada a Casa dos Artistas, também promete, em breve, se aventurar mais uma vez nesta área. Para quem gosta dos realitys será um prato cheio, agora quem não gosta vai ter que aturar.

domingo, 7 de junho de 2009

Selton Mello: O Homem Visível do cinema brasileiro


Por João Guilherme

Neste final de semana eu vi "A mulher invisível". Quer dizer, vê-la eu não vi, mas assisti ao filme estrelado por Selton Mello e Luana Piovani e sai da sessão satisfeito, após dar boas gargalhadas com a trama. A começar por mais uma brilhante atuação do ator diante das telonas.

Com um ar de maluco, combinado com a barba por fazer e o cabelo bagunçado, Selton Mello mais uma vez chamou a atenção pela forma ímpar como interpretou Pedro, um controlador de tráfego apaixonado pela esposa. Afinal, não deve ser nada simples gravar cenas de beijo sem ter a quem beijar e muito menos dar amassos sem ter quem amassar, e ainda passar ao mesmo tempo para o expectador a sensação de que ele está ali realmente entretido com alguém.

Luana Piovani também tem uma atuação louvável durante o filme, representando, com maestria, os desejos intrínsecos no imaginário masculino, desde a mulher que não cobra satisfações ao ver o homem chegar em casa tarde até a que analisa táticas de futebol de times da 3ª divisão. Enquanto isso, Vladimir Brichta e Fernanda Torres engrandecem o filme com suas representações recheadas de sarcasmo e humor e Marina Manoela dá vida à uma romântica incompreendida no meio daquele "bando de loucos".

Vale a pena conferir "A Mulher Invisível". Você testemunhará mais um excelente trabalho que ratifica a importância de Selton Mello neste processo de valorização do cinema nacional. Porque é visível, que o ator ocupa esta função determinante nas nossas telonas, e isso é inquestionável.
Veja abaixo o trailer disponibilizado no Youtube: